
Luis Fernando Verissimo, precisa dizer mais?
Falar é facil ...
"A propósito da matéria "Navios só voltam com dragagem e novos berços", publicada no Jornal de Santa Catarina de hoje (3/8) e que ecoa manifestação do Sindicato das Agências de Navegação Marítima e Comissárias de Despacho de Santa Catarina (SINDASC), a Praticagem do Itajaí vem fazer os seguintes esclarecimentos:
- A afirmativa de representante do SINDASC de que "os calados do canal portuário e da área de manobras dos navios ainda não oferecem segurança para embarcações de grande porte" incorre em pelo menos dois equívocos, um técnico e outro sobre os fatos, ambos graves.
- Mistura-se indiscriminadamente calado e profundidade. Calado e profundidade são coisas distintas, a menos que o navio esteja encalhado. Afinal, calado é a medida vertical da imersão do navio na água; profundidade é a distância vertical entre a superfície da água e o fundo.
- Afirma-se que falta segurança no canal de acesso e na bacia de manobra.Esta manifestação é a realmente grave, porque, como navios de mais de 250 metros têm operado em Itajaí e Navegantes, sugere que a Autoridade Marítima permite que a Praticagem exponha tais navios de grande porte a condições inseguras de navegação. A verdade é bem diferente, como se verá.
- Para navios de comprimento superior a 250 metros ("embarcações de grande porte"), a Marinha estabelece que a distância entre o navio e o fundo do rio precisa ser de pelo menos 1,5 metros. Esta margem é, aliás, considerada excessiva por todos os armadores que operam navios de tais dimensões na região, e está sendo reestudada.
- É perfeitamente compreensível a indignação do representante do SINDASC sobre a situação do Complexo Portuário do Itajaí; contudo, isto não o pode isentar da responsabilidade sobre seus pronunciamentos, notadamente aqueles que podem conduzir a entendimentos enviesados sobre a real situação de Itajaí e Navegantes. Por isto mesmo, semelhantes manifestações devem ser submetidas ao cadinho da serenidade antes de ganhar a mídia, o que, aparentemente, deixou de ocorrer no caso em questão."
Como eu disse, há que se cuidar de embasar o publicado...