segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O importante é estar por cima!


Luis Fernando Verissimo, precisa dizer mais?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ainda o porto

Muito interessante o post a respeito da dragagem, colhido do site da praticagem de itajai (www.itajaipraticos.com.br):
"A propósito da matéria "Navios só voltam com dragagem e novos berços", publicada no Jornal de Santa Catarina de hoje (3/8) e que ecoa manifestação do Sindicato das Agências de Navegação Marítima e Comissárias de Despacho de Santa Catarina (SINDASC), a Praticagem do Itajaí vem fazer os seguintes esclarecimentos:
  1. A afirmativa de representante do SINDASC de que "os calados do canal portuário e da área de manobras dos navios ainda não oferecem segurança para embarcações de grande porte" incorre em pelo menos dois equívocos, um técnico e outro sobre os fatos, ambos graves.
  2. Mistura-se indiscriminadamente calado e profundidade. Calado e profundidade são coisas distintas, a menos que o navio esteja encalhado. Afinal, calado é a medida vertical da imersão do navio na água; profundidade é a distância vertical entre a superfície da água e o fundo.
  3. Afirma-se que falta segurança no canal de acesso e na bacia de manobra.Esta manifestação é a realmente grave, porque, como navios de mais de 250 metros têm operado em Itajaí e Navegantes, sugere que a Autoridade Marítima permite que a Praticagem exponha tais navios de grande porte a condições inseguras de navegação. A verdade é bem diferente, como se verá.
  4. Para navios de comprimento superior a 250 metros ("embarcações de grande porte"), a Marinha estabelece que a distância entre o navio e o fundo do rio precisa ser de pelo menos 1,5 metros. Esta margem é, aliás, considerada excessiva por todos os armadores que operam navios de tais dimensões na região, e está sendo reestudada.
  5. É perfeitamente compreensível a indignação do representante do SINDASC sobre a situação do Complexo Portuário do Itajaí; contudo, isto não o pode isentar da responsabilidade sobre seus pronunciamentos, notadamente aqueles que podem conduzir a entendimentos enviesados sobre a real situação de Itajaí e Navegantes. Por isto mesmo, semelhantes manifestações devem ser submetidas ao cadinho da serenidade antes de ganhar a mídia, o que, aparentemente, deixou de ocorrer no caso em questão."

Como eu disse, há que se cuidar de embasar o publicado...

Responsabilidade

Este caso da Reconstrução do Porto de Itajai tem me feito pensar sobre a responsabilidade de quem torna, por qualquer meio, públicas as suas opiniões. Tem muita gente falando (escrevendo) muita coisa e com pouco ou nenhum embasamento. Dizer o que eu penso, o que eu acho, é perfeitamente válido quando vivemos sob liberdade de expressão. Comprometer a integridade moral de outros neste processo não é.
Mesmo aqui num simples blog com poucos (ou nenhum) leitores isto tem que ser levado em consideração. Mesmo em colunas entituladas "opinião" (sempre seguidas do famoso "os termos aqui publicados não representam, necessariamente, a opinião dos editores deste veículo") o dito deve se pautar em fatos.
E, além do mais, gritar responsabilidades não trará o cais de volta.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Exército (2)

Repercute na cidade os desdobramentos da reconstrução do porto. Afinal virá o Exército ou aditivar-se-á o contrato?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Exército

Parece que a solução apontada na reunião ontem era, realmente, trazer o Exército.
Indubitavelmente um dos melhores corpos de engenharia do país, a competência do Exército para executar a obra não é objeto de qualquer contestação. Mas eu DUVIDO que a intendência do Exército mantenha em qualquer almoxarifado de qualquer quartel o material específico necessário para esta obra (estacas, concreto, balsa, etc).
Ou seja, resolve-se o problema da mão de obra mas continua o problema do insumo, do material.
E, até onde sei, a compra deste material deverá ocorrer via licitação...
De qualquer forma ganha-se alguma agilidade posto que o exército pode começar a análise do projeto, montagem de canteiros, acomodação de contingente (onde vão colocar este povo todo, no quartel em Blumenau?), retirada do entulho, etc. Ato continuo providencia-se o material, seja via licitação, pregão, dispensa(!), etc...
CORREÇÃO: Em casos como o do porto de Itajaí, em o Exército assumindo a obra todo o resto dá-se COM DISPENSA DE LICITAÇÃO (Mão de obra - óbvio, material, etc)... Eu acho que a conta vai passar dos 350 milhões...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Porto (3)

Há uma corrente de alarmistas na cidade pregando que com a "paralisia" do porto a cidade está indo a bancarrota. Nada disto. Não "estamos indo", já fomos. A cidade morreu. Agora é consertar o porto e recuperar o município.
Falam que foi um grande erro "permitir" que a cidade desenvolvesse tal dependência, que se outros setores também fossem economicamente desenvolvidos não estariamos nesta situação, blá, blá, blá, como se este tipo de coisa obedecesse as ordens deste ou daquele...
O fato é que dependemos do porto sim, como outrora já dependemos da pesca. A pesca declinou, a cidade sofreu e se reergueu, não vejo porque tal não se dê novamente.
Agora, cá entre nós, a atividade portuária depende de uma série de fatores, a maioria deles fora do nosso controle. Economia, demanda, produção, outros portos, etc. Mas alguns fatores estão sob nosso controle sim. Não podemos fazer parar de chover ou fazer o rio parar de encher mas podemos executar obras que minimizem o impacto de tais eventos em toda a cidade, inclusive no porto.
Os mais antigos lembram que a ultima não foi a primeira enchente que levou parte do cais...

Porto (2)

Na verdade eu não acredito que o "Exército trabalha de graça". Há obviamente custos envolvidos em montar um canteiro de obras, deslocar contingente, etc... Resta saber se estes custos são menores que a contratação de uma empresa privada para executar o serviço.
Acho dificil não serem ...